sábado, 25 de outubro de 2008

Turbinando Graficamente Seu Linux

Quando eu comecei a usar Linux, no início da década de 90 (caramba, quanto tempo!!), não existiam 90% dos programas mais utilizados hoje em dia. O mundo era bem diferente. Geralmente as distribuições vinham por padrão iniciando em INIT 3 (multiusuário, modo texto), o X (que, aliás, não era o X.org, porque este não existia, mas o "fantástico e novíssimo" XFree86) e os gerenciadores de janelas eram bem mais simples. O KDE estava ensaiando os primeiros passos, mas o que o pessoal utilizava mesmo era o Window Maker ou o XFCE (este em especial eu gostava muito porque trazia um certo saudosismo do UNIX AIX, nas boas e velhas estações RISC). O pessoal que tinha mais poder de processamento (e boas placas de vídeo) poderia se dar ao luxo de instalar o sofisticado Enlightenment, que sempre teve um conceito diferentão, com grande ênfase no visual. Mais tarde, alguns utilizaram o IceWM, também uma solução interessante, à época.
Bom, mas hoje é bem diferente. O linux evoluiu a passos largos, muitos novos programas surgiram e novas soluções gráficas também. O KDE se tornou extremamente sofisticado, surgiu o Gnome, que ganhou a paixão de milhares de pessoas, e o Enlightenment continuou seu desenvolvimento, tornando-se extremamente flexível e poderoso e criando suas próprias bibliotecas gráficas. Com o rápido desenvolvimento da tecnologia de hardware, muitas novas portas se abriram. Exemplo disso são as novas possibilidades gráficas com alto custo de desempenho e exímios efeitos visuais e 3D, proporcionado pelo Compiz ou CompizFusion (veja a diferença entre os dois aqui), e possível apenas a partir das modernas placas de vídeo com boa aceleração gráfica. Por outro lado, houve também quem se mirasse no revés do turbilhão de complexidades e requintes, procurando soluções simples e leves, porém igualmente eficientes, como o Fluxbox, baseado em seu antecessor, o Blackbox.
Para se ter idéia, as possibilidades hoje são tantas que existe até soluções comerciais, como o CDE, com o charmoso visual do Motif, para UNIX, HP/UX e Solaris, além de vários outros ambientes gráficos menos utilizados, como o FVWM, o FVWM95 (um clone do FVWM, modificado para parecer com o Windows 95).
Porém, o que são gerenciadores de janelas (window manager) se não se puder configurá-los exaustivamente com diversos temas, papéis de parede, ícones, cores e estilos?? No linux, o grau de personalização atingiu patamares inimagináveis, e existem boas referências para quem quer turbinar visualmente seu ambiente, ou simplesmente dar uma leve variada na cara rotineira. Confira abaixo:


Em tempo: vale citar ainda o Sun Java Desktop System, o gerenciador de janelas da Sun, criado para o Solaris, e o Looking Glass 3D, um ousado gerenciador de janelas 3D, multiplataforma, também desenvolvido pela Sun.
Espero ter ajudado, pessoal!! Gostou?? Não gostou?? Comente!!!

3 comentários:

Luiz Pedro disse...

Adicione à lista: http://www.box-look.org/ , que tem temas para vários WMs (fluxbox, blackbox ...). E segue a mesma linha dos 2 primeiros da lista.

Diogo disse...

Poxa cara, vc falou do enlightenment no começo, mas depois nem citou ele mais, hj em dia o enlightenment está mto poderoso, e sua versão de desenvolvivento, o DR17, ou simplesmente E17, está incrível. Vale a pena ser citado.

sites:
sobre o E17:
http://www.enlightenment.org

para usuários:
http://exchange.enlightenment.org

O Pajé disse...

Obrigado, Luiz Pedro, pelo link!! Muito boa referência!! Já atualizei!!

Obrigado, Diogo, pela dica!! Já atualizei com o link e comentei um pouco mais sobre o Enlightenment, que também admiro muito!!

Aproveitei e revisei o artigo, acrescentando mais alguns portais de temas, etc.
Valeu, pessoal!!